Leigos Consagrados: fatos que você precisa saber

A vida consagrada é um dom para a Igreja! Séculos de história fizeram das congregações e institutos verdadeiros celeiros de santidade. “Através da profissão dos conselhos evangélicos, os traços característicos de Jesus — virgem, pobre e obediente — adquirem uma típica e permanente  visibilidade no meio do mundo”, diz São João Paulo II na Exortação Vita Consecrata, sobre a Vida Consagrada. Não podemos negar que a maioria dos santos partiu exatamente dos conventos, mosteiros etc, o que nos faz voltar o olhar com gratidão a Deus pelo chamado que Ele fez para que alguns vivessem de modo mais austero o seguimento a Jesus Cristo.  

 

O Concílio Vaticano II e o leigo consagrado

 

No Concílio Vaticano II, porém, a perspectiva da santidade se tornou algo mais real entre as pessoas que não assumiam a vida religiosa. Não é apenas possível ser santo sem estar em um convento, mas é desejável que, em meio aos mais diversos chamados, todos os batizados acolham a graça da santidade e façam dela a meta de sua vida.

 

Oficialmente, a Igreja aplica o termo “consagrado” aos celibatários e sacerdotes que estão ligados a congregações, ordens ou institutos, porém, também como fruto da primavera conciliar, um fiel pode se associar às novas comunidades, movimentos e fraternidades – devidamente reconhecidas pela Igreja – e, assim, viver a promessa de abraçar de modo radical os conselhos evangélicos. Daí parte, então, a experiência do leigo consagrado.

 

Novas Comunidades e Associações de Leigos

 

Os fieis que fazem parte não são religiosos, mas assumem um compromisso de serviço e seguimento de um carisma a partir de uma consagração especial e são denominados leigos consagrados. Geralmente, são grupos mistos: pessoas casadas, sacerdotes diocesanos e celibatários. A realidade dessas associações é algo recente na Igreja e, de fato, não podem ser comparadas à história milenar das congregações, mas não se pode negar que o surgimento delas se trata de uma resposta de Deus para a conjuntura atual do mundo, onde cada vez mais as pessoas tendem ao ateísmo, gnosticismo e seitas pagãs. “Multidões cada vez maiores praticamente se separam da religião”,  (Gaudium et Spes, 7)

 

Há leigos consagrados também em movimentos como o Focolares, fundado pela italiana Chiara Lubich.

 

Sem fazer uso de hábitos, chegando onde os enclausurados não chegam, o leigo consagrado, em meio às atividades próprias, anuncia a pessoa de Jesus Cristo no comportamento, na coerência de vida, nas escolhas evangélicas e na decisão pelo amor. Responde, fielmente, ao mandado de Jesus por meio de Sua Igreja:  “O sagrado Concílio pede instantemente no Senhor a todos os leigos que respondam com decisão de vontade, ânimo generoso e disponibilidade de coração à voz de Cristo. […] Ele quem de novo os envia a todas as cidades e lugares aonde Ele há de chegar (cf. Lc 10, 1) ». (Apostolicam actuositatem, 33).