Festa de Todos os Santos

todos os santos

Vinde a mim todos os que estiverem sobrecarregados e eu os aliviarei”.
(Mt 11,28)

Comemoramos hoje dia 1º de novembro, a festa de “todos os santos”.

Porque existe esta festa? Qual é o seu significado para nós e para toda a Igreja?

Trata-se na verdade de uma solenidade de muita importância, pois nela homenageamos todos aqueles homens e mulheres que viveram a vida de santidade pedida por Cristo, mas de forma anônima, sem serem conhecidos. A Igreja celebra nesse dia, os santos desconhecidos, aqueles que tiveram apenas a Deus por testemunha de suas obras e orações a favor dos necessitados.

Quantas pessoas no silêncio de suas vidas, no anonimato do cotidiano, não se sacrificam rezam e trabalham por uma sociedade mais cristã, pedindo graças e intercedendo pelos homens? Quantas pessoas se tornam verdadeiros heróis da santidade sem que o mundo deles se de conta?

Pois bem, na festa de “todos os santos” a Igreja não pretende lembrar somente dos santos conhecidos e oficialmente canonizados, mas de todos aqueles que estão nos céus, de todos aqueles que só Deus conhece a santidade. A Igreja nesse dia comemora todos os homens e mulheres que já alcançaram a glória eterna e por isso mesmo intercedem por nós a todo o momento.

Nós, cristãos católicos, temos o direito e quase o dever de pedir a esses bem aventurados que nos ajudem na nossa vida cotidiana. Temos o dever de pensar nessas santas almas que deram grande testemunho de ação evangélica, embora muitas vezes no total desconhecimento público.

Essa festa, já muito antiga, foi instituída no século VIII. Nessa solenidade a Igreja nos dá a oportunidade de cantarmos juntos com todos os bem-aventurados, as alegrias dos céus, a qual nós também estamos destinados. Isto é muito importante. Nossa casa definitiva não é neste mundo! Aqui temos apenas uma existência passageira. Estamos destinados à glória perfeita com Deus, com seus anjos e santos.
Nós também podemos ser santos. Quando trabalhamos com ânimo no dia-a-dia.

Quando suportamos com espírito forte as dores e os problemas de nossa vida, entregando tudo às mãos da providência divina. Quando rezamos com amor e devoção de forma regular e cotidiana. É necessário que peçamos a Deus o dom da santidade! Podemos fazer isso pedindo primeiro a graça das virtudes chamadas “teologais” que são: a Fé, a Esperança e a Caridade. Sim, pois nossa Fé tem de ser firme e bem construída. Depois a graça da Esperança, que nos faz desejar às coisas dos céus. Finalmente devemos ter o Amor, aquele grande amor pelas coisas de Deus, por Cristo, Maria e por extensão pelos homens.

Outras virtudes nos virão, se rezarmos sempre com grande fervor. As virtudes da Fortaleza, que nos faz suportar as dores desse mundo com firmeza e sem desanimo. A virtude da Justiça, tão necessária no mundo de hoje. A virtude da Prudência, que nos faz agir na hora certa depois de pensarmos com cuidado cada situação da vida.

A festa de “todos os santos” é uma excelente oportunidade para refletirmos no fim último de cada um de nós. Somos cidadãos destinados a uma cidade eterna, o reino dos céus.

Devemos caminhar por esta vida com a certeza de que Deus, por sua infinita misericórdia há de nos acolher em sua “casa celeste” onde já  estão “uma grande multidão, que ninguém pode contar, de todas as nações, tribos e povos e línguas” como nos explica o Apóstolo João em seu livro do apocalipse. (Apoc 7,9).
Como nos ensina o padre Francisco Fernández Claraval, “no Céu espera-nos a Virgem, para estender-nos a mão e levarmos à presença de seu Filho e de tantos seres queridos que ali nos aguardam.

Fonte: CN

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