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Novembro mês dedicado às almas do Purgatório

Novembro mês dedicado às almas do Purgatório

NOVEMBRO é mês dedicado às almas do Purgatório. O Dia de Finados, no dia 2 de novembro, é dedicado às orações por todos os fiéis falecidos. O Papa Paulo VI, na “Constituição das Indulgências”, de 1967, estabeleceu indulgências parciais e plenárias pelas almas do purgatório, e determinou a semana de 1 a 8 de novembro como a semana das almas, em que podemos lucrar indulgências plenárias a elas mediante uma visita ao cemitério para rezar por elas, tendo se confessado, comungado e rezado pelo Papa (Pai Nossa, Ave Maria, Glória ao Pai). As almas, por elas mesmas não podem conseguir sua purificação; dependem de nossas orações, missas, esmolas, penitências, etc., por elas. (Prof Felipe Aquino)

Lista de leituras

Dia1

1 CORÍNTIOS 3:15 CONSTITUI PROVA IRREFUTÁVEL PARA O PURGATÓRIO 1 Coríntios 3:11-15 — «Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.» Agora vejamos a última parte desta passagem novamente. Em 1 Coríntios 3:15, vemos: «Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.» Então, temos um homem cujas obras foram julgadas. Suas obras são, de facto, queimadas; e ele sofre detrimento; todavia ele é salvo, mas pelo fogo. Ele sofre detrimento, mas é salvo pelo fogo.

Dia2

A palavra grega que é traduzida como «sofrerá detrimento» é zemiothesetai. Ela vem da palavra grega zemioo. Formas desta mesma palavra grega, zemioo — que é traduzida como «sofrerá detrimento» em 1 Cor. 3:15 — são encontradas em outras passagens da Bíblia. A palavra é usada para significar punição. Em Êxodo 21:22, Provérbios 17:26, Provérbios 19:19 e em outros lugares, esta mesma palavra grega zemioo é utilizada para significar punição. Isto significa que zemiothesetai, a palavra traduzida como sofrerá detrimento em 1 Cor. 3:15, pode significar punição. Então, o homem que sofre detrimento e é salvo pelo fogo pode significar um homem que é punido e que é salvo pelo fogo. Isso não parece com o Purgatório? Sim, assemelha-se exactamente ao Purgatório porque é isso a que se está a fazer referência. Mas há mais no contexto para demonstrar o ponto. Quem é este homem, e por que ele está a sofrer detrimento ou punição e está a ser salvo pelo fogo?

Dia3

O contexto de 1 Coríntios 3 trata dos membros da Igreja de Cristo; trata dos cristão crentes de Corinto. 1 Coríntios 3:3 diz-nos que alguns desses cristãos de Corinto estavam a cair em imperfeições pecaminosas e ofensas contra Deus. Algumas dessas más obras ou pecados são identificadas em 1 Coríntios 3:3 como contendas, dissensões e inveja. 1 Coríntios 3:3 – «Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?» Assim, o contexto de 1 Coríntios 3 trata dos diferentes tipos de obras dos crentes; algumas delas não são tão boas. Esses diferentes tipos de obras (boas e más) são descritas em 1 Coríntios 3:12.

Dia4

1 Coríntios 3:12-13 – «E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.» Há boas obras, que são chamadas de ouro, prata e pedras preciosas. Estas significam uma adesão melhor ou mais perfeita ao Evangelho de Cristo. Depois, há outras obras, que não são tão boas. Essas más obras ou pecados incluíram brigas, contendas, invejas e dissensões desnecessárias (como mencionado acima). Estas são descritas como: madeira, feno e palha. Estas são as obras que são queimadas em 1 Cor. 3:15, pela a qual o homem sofre detrimento ou punição; mas ele, todavia é salvo, como pelo fogo. Este contexto encaixa-se perfeitamente com o ensinamento sobre o Purgatório. O Segundo Concílio Católico de Lyon definiu o Purgatório desta maneira: Papa Gregório X, Segundo Concílio de Lyon, 1274: «Porque se eles morrem verdadeiramente arrependidos em caridade antes de terem feito satisfação através de frutos dignos de penitência pelos pecados cometidos e omitidos; suas almas são purificadas após a morte por punições purgatoriais ou purificadoras…» (Denzinger 464)

Dia5

2 Samuel 11 - O CASO DE DAVID É UM EXCELENTE EXEMPLO DE UM HOMEM QUE OBTEVE PERDÃO DO SEU PECADO, MAS NÃO FEZ TOTAL SATISFAÇÃO POR ELE Um grande exemplo de um homem que foi perdoado de seu pecado grave, mas que não fez satisfação por este, é encontrado no caso de David. Em 2 Samuel 11, lemos que o rei David cometeu adultério com Betsabé. David também mandou matar o seu marido. Estes são pecados mortais. Se David tivesse morrido nesse estado, ele teria ido para o Inferno. 1 Cor. 6:9 demonstra-nos que nenhum adúltero ou assassino entrará no Céu. Mas Davi arrependeu-se de seu pecado quando foi sentenciado por Natã em 2 Samuel 12.

Dia6

2 Samuel 12:13 – «Então disse David a Natã: Pequei contra o Senhor. E disse Natã a David: Também o Senhor perdoou o teu pecado; não morrerás.» O Senhor perdoou o pecado de David, e Natã disse que ele não morreria. Isso quer dizer que ele não morreria eternamente. A culpa do pecado foi perdoada porque David arrependeu-se verdadeiramente e voltou, mas foi este o fim disso? Não, a satisfação por este pecado mortal não tinha sido feita por completo. Lemos em 2 Samuel 12:14-15 que David teve de sofrer a perda de seu filho para cumprir a satisfação pelo seu pecado — um pecado que já tinha sido perdoado.

Dia7

2 Samuel 12:14-15 – «… porquanto com este feito deste lugar sobremaneira a que os inimigos do Senhor blasfemem, também o filho que te nasceu certamente morrerá. Então Natã foi para sua casa; e o Senhor feriu a criança que a mulher de Urias dera a Davi, e adoeceu gravemente.» Isso fornece uma prova inegável de que a culpa dum determinado pecado de um crente pode ser perdoada sem que o castigo seja removido. O Concílio de Trento expressou isto desta maneira: Papa Júlio III, Concílio de Trento, sobre o Sacramento da Penitência, Sessão 14, Capítulo 8, 25 de Novembro de 1551: «… [é] totalmente falso, e alheio da palavra de Deus: que o Senhor nunca perdoa a culpa, sem que também perdoe toda a pena. Claros e ilustres são os exemplos que se acham nas Sagradas Letras [ver Gên. 3:16 s; Núm. 12:14; Núm. 20:11; 2 Reis 12:13 s.; etc.].»1 (Denzinger 904) Nesta citação do Concílio de Trento, vemos referências a inúmeros lugares nas Escrituras onde um pecado é perdoado sem que a toda a punição também seja perdoada.

Dia8

Números 20:11-12 — «Então Moisés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu muita água; e bebeu a congregação e os seus animais. E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado.» Quando Moisés, em obediência ao comando de Deus, feriu a rocha para produzir milagrosamente água, havia um certo nível de hesitação no acto ou na maneira como ele e Aarão o apresentaram ao povo. Um comentário católico explica isso: «A culpa de Moisés e Aarão, nesta ocasião, foi a de uma certa desconfiança e fraqueza de fé; não duvidando do poder ou veracidade de Deus; mas apreendendo a indignidade desse povo rebelde e incrédulo e, portanto, falando com alguma ambiguidade.» (Comentário de Douay-Rheims). Como resultado, Deus disse a Moisés e a Aarão que eles não seriam aqueles que levariam as pessoas à terra prometida. Esta foi a sua punição, apesar de permanecerem na graça de Deus. Essa punição foi cumprida. Foi Josué e Caleb que conduziram as pessoas à terra prometida.

Dia9

NADA DE IMPURO ENTRARÁ NO CÉU Apocalipse 21:27 — «E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.» Esse tipo de satisfação pela punição remanescente devida aos pecados perdoados é muitas vezes feito na Terra através de boas obras e orações, mediante sofrimento de provações e tribulações, e por uma aderência mais perfeita à verdadeira fé. Se essa satisfação não for feita na Terra, esta é, e tem de ser, feita no Purgatório — assumindo que a pessoa morre em estado de graça (justificação). A satisfação tem de ser feita porque o Livro da Revelação, o Apocalipse, deixa claro que nada de impuro entrará no Céu.

Dia10

Hebreus 12:14 — «Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.» Agora, convém enfatizar que o Purgatório não é para aqueles que morrem em pecado mortal ou fora da verdadeira fé. É somente para aqueles que morrem em estado de graça, que é conhecido também como o estado de justificação. É para aqueles que morrem em graça, mas que não satisfizeram pela punição temporal devida aos seus pecados mortais ou veniais perdoados, que foram cometidos depois do baptismo.

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