Deus criou todos nós com uma vocação

Oração e reflexão para discernirmos qual é o plano de Deus para nossa vida!


Todo homem traz consigo o questionamento: “Qual a minha vocação? O que Deus quer de mim? Para que vim ao mundo?”. E quando falamos de vocação podemos, muitas vezes, parar em conceitos humanos e ideias vazias a respeito. Contudo, para discernirmos a vontade de Deus para nossa vida é preciso ir além. Neste mês de agosto a Igreja comemora o mês vocacional e nos convida à oração e à reflexão sobre o plano que Deus traçou para nossa vida e para a vida de nossos irmãos.

A palavra “vocação” pode ser entendida de várias maneiras, mas sempre traz em si a certeza da realização de algo. Vocação pode ser o estado de vida que desejamos abraçar, ou seja, matrimônio, sacerdócio ou celibato. E também pode ser a profissão que exercemos em nosso cotidiano ou até mesmo algo que gostamos muito de fazer.

Um só homem pode, no decorrer de sua vida, corresponder de forma diversa a várias vocações pessoais. Um padre, por exemplo, pode ser chamado a uma vocação missionária ou paroquial. Uma mulher que já correspondeu ao chamado do matrimônio traz em si vocação à maternidade e pode também ser uma professora.

Um professor de matemática recebe de Deus a capacidade e o dom para que possa corresponder a essa vocação e se realizar ao viver essa profissão. O mesmo vale para o padeiro, o motorista, o médico, a doméstica, o gari e a tantas profissões que poderíamos nomear. Todos trazemos em nós determinadas qualidades que são importantes para o mundo, as quais, quando vividas com dignidade e santidade, nos proporcionam felicidade e, ao mesmo tempo, colaboram para a construção do mundo. Por essa razão, todas as vocações são importantes.

No entanto, existe uma vocação suprema para o homem, por meio da qual se justificam todas as características e lugares onde Deus nos convida a servi-Lo. Todos nós somos chamados à santidade. Santidade é estarmos próximos de Deus e sermos obedientes aos mandamentos d’Ele. Podemos santificar nosso trabalho e nos santificarmos com ele quando o desempenhamos bem, com respeito, justiça e amor. Onde quer que estejamos e qual quer que seja nossa função, devemos estar unidos a Deus.

Descobrimos nossa vocação ao longo da vida, e a cada tempo podemos tocar em uma novidade de Deus. Um professor de geometria pode, aos poucos, perceber que sua verdadeira vocação é cozinhar e, com o tempo, até mudar de profissão. Um jogador de futebol pode sentir o chamado ao sacerdócio. Uma bailarina pode descobrir que sua maior vocação é lecionar.

Nos aproximando do mês em que a Igreja sabiamente nos leva a rezar de forma especial pelas vocações, que possamos refletir sobre o nosso viver hoje, de modo a vermos se estamos ou não vivendo de acordo com o que Deus sonhou para nós.

 

Fonte: Canção Nova