Encontro aconteceu um dia depois da libertação do sacerdote

web3-pope-francis-meets-with-salesian-don-thomas-uzhunnalil-cpp_355132O missionário salesiano indiano, Thomas Uzhunnalil, que estava há mais de um ano e meio sequestrado no Iêmen, foi libertado e viajou para o Vaticano para se encontrar com o Papa Francisco. O Pe. Tom quis agradecer pelo esforço pessoal que o pontífice fez durante esse tempo.

“Em primeiro lugar, expressamos nossa profunda gratidão a Deus, pois esta história terminou de forma positiva. É preciso também agradecer ao governo indiano, por ter empreendido todos os seus esforços pela libertação do Pe. Tom Uzhunnalil […] E ainda temos que agradecer ao esforço pessoal do Papa Francisco, que usou toda a sua influência para a libertação”, disse à agência Fides o secretário geral da Conferência Episcopal da Índia, Thedore Mascarenhas.

O Pontífice recebeu Pe. Tom na sua residência, a Casa Santa Marta. Quando o encontrou, o missionário se ajoelhou diante do Papa, que rapidamente o ajudou a se levantar. Francisco o abraçou e disse que continuará rezando por ele, como fez durante o seu cativeiro. Em seguida, o sacerdote salesiano beijou as mãos do pontífice.

De acordo com o jornal do Vaticano L’Osservatore Romano, durante sua conversa com o Papa, Pe. Tom explicou que sua maior tristeza durante o cativeiro foi não poder celebrar a Eucaristia, “embora todos os dias repetisse dentro de mim, no meu coração, todas as palavras da celebração”, indicou.

Além disso, ele afirmou diante do Papa que, agora que já está livre, continuará “rezando por todos os que estiveram espiritualmente ao meu lado”. Em especial, disse que se lembra das quatro religiosas e dos doze idosos mortos no ataque dos terroristas.

Entenda o caso

Pe. Uzhunnalil foi sequestrado em 4 de março de 2016, depois que um grupo de jihadistas do Estado Islâmico invadiu um asilo de idosos e pessoas com deficiências que era administrado por religiosas das Missionárias da Caridade em Áden, no Iêmen.

Durante a invasão, os terroristas assassinaram quatro religiosas, doze idosos e sequestraram o sacerdote salesiano.

Nesses 18 meses, o mundo inteiro rezou por sua libertação e foram realizadas várias manifestações em prol de sua liberdade. Também foram divulgados vários vídeos, em que os sequestradores mostravam o Pe. Tom fraco, doente e lendo mensagens contra a sua vontade.

Surgiram também vários boatos, inclusive a história de que o padre teria sido crucificado na Sexta-feira Santa.

O Reitor Mor dos salesianos, Pe. Angel Fernández Artime, diz que não sabe se foi realizado algum tipo de pagamento pelo resgate.

Com informações de ACI Digital

Fonte: Aleteia