As 4 perguntas mais comuns sobre Comunidade de vida

Você já deve ter ouvido falar em novas comunidades na Igreja. Se não, trata-se de uma realidade atual que teve início há aproximadamente 50 anos e tem sua origem – em termos de possibilidade e abertura eclesial – com o Concílio Vaticano II. A “primavera conciliar” trouxe o leigo para um lugar de protagonismo na vida da Igreja. A partir de então, ficava evidente que a vida secular – no trabalho, escola, atividades ordinárias – deveria ser orientada para a santidade, nos sacrifícios próprios, na experiência comum.

As novas comunidades, também chamadas de fraternidades ou associações de fiéis, ao contrário das ordens religiosas, podem se apresentar como comunidades mistas, de homens e mulheres, pessoas casadas, celibatários e sacerdotes. Dentro da dinâmica própria de cada uma, têm-se a experiência da comunidade de vida.

 

É comum, dentro deste assunto, que surjam muitas dúvidas sobre esse modo de viver. Neste texto, respondemos algumas perguntas a respeito do ser “comunidade de vida”.

 

1 – Como se vive a pobreza na comunidade de vida?

 

De modo geral, as novas comunidades se formam em núcleos missionários que trabalham para a obra de Deus e, desse trabalho, não formam vínculo empregatício, colocando seu trabalho, tempo e disposição como oferta generosa a Deus e aos irmãos. A pobreza evangélica nas comunidades de vida têm expressões particulares de cada carisma, mas o cerne da experiência é a confiança de que tudo virá das mãos de Deus. Normalmente, os membros deixam seus trabalhos, família, relacionamentos para serem enviados a estes núcleos missionários. Deixando tudo, acolhem a herança dos primeiros que foram chamados a seguir Jesus mais de perto. “Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna” (Mc 10, 29s).

 

2 – Os missionários da comunidade de vida podem se casar?

 

Essa regra vai depender de cada carisma, mas as comunidades novas costumam ser mistas, abrindo a possibilidade de que seus membros abracem a vocação matrimonial.É muito comum ver famílias inteiras nascidas numa experiência de Comunidade de Vida. Os filhos dessas uniões, no entanto, são livres para, aos eu tempo, seguirem o caminho que Deus indicar.Abraçando ou não a vida que seus pais viveram, eles são, sem dúvida, privilegiados por experimentarem de um ambiente dinâmico e marcado pela oferta de vida a Deus e à humanidade.

3 – Por que os membros de uma comunidade de vida precisam deixar tudo?

 

A exemplo das primeiras comunidades cristãs, os membros de comunidades de vida são convidados a uma experiência de vida comunitária mais intensa, assim também uma vida de oração mais profunda e, consequentemente, uma maior disponibilidade  para o apostolado. É evidente que pessoas que não se sentem impelidas a viver dessa forma, trilham seu próprio caminho de santidade na vida ordinária, sendo sal e luz nos ambientes seculares. Os membros de uma comunidade de vida, no entanto, costumam vive ruma dedicação maior à obra de Deus, o que exige renúncias particulares em vista do cumprimento da missão que receberam do Senhor.

 

4 – Todas as comunidades de vida vivem da mesma forma?

 

Não. A experiência vocacional das Novas Comunidades é, como todo chamado na Igreja, de serviço. Um carisma – que é um dom de serviço – se manifesta como a identidade da comunidade em questão e dirá respeito sobre a forma com que seus membros se colocam a serviço da Igreja. Deste modo, cada comunidade, à luz do acompanhamento e pastoreio das autoridades eclesiais, tem suas regras, restrições, aspectos mais ou menos importantes. Para saber mais sobre cada uma, é preciso aproximar-se de coração aberto e se dispor a conhecer.

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