8 coisas que você precisa saber sobre discernimento vocacional

“Quem sou eu? Para que vivo e para onde vou?”. Essas são perguntas que, inevitavelmente, nos fazemos em algum tempo da vida. No entanto, chega um momento em que sentimos a necessidade de dar um passo mais profundo.  Começamos, então, a perguntar o que Deus quer de nós e isso implica trilhar um caminho de discernimento vocacional.

 

Sobre esse tema, listamos alguns pontos que podem iluminar seu itinerário de busca da vontade de Deus para a sua vida.

 

  1. Seja qual for a sua vocação, você é chamado à santidade

Saber que todo batizado é chamado à santidade é um dado importantíssimo para qualquer discernimento vocacional. Neste sentido, Deus chamou a todos e a cada um. A Constituição Dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, fala sobre isso.

A santidade é a plena realização de uma pessoa, em todos os aspectos, sentidos e áreas do ser. “Todos os cristãos são, pois, chamados e obrigados a tender à santidade e perfeição do próprio estado” (LG 135). A vocação de cada pessoa será o modo com que Deus deseja que ela seja santa, plena e realizada.

 

  1. A sua vocação diz respeito à sua identidade

Vocação nós recebemos quando Deus nos cria. E, ao longo da vida, Ele revela e confirma cada pessoa em seu chamado. É um dado ontológico, que diz respeito à nossa identidade mais profunda. A vocação de uma pessoa faz parte do que ela é e não das circunstâncias em que se encontra, dos pecados que comete ou o quão boa ela seja. “Antes mesmo de te modelar no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei. Eu te constituí profeta das nações” (Jr 1, 5).

 

  1. É um caminho de maturidade

 “As pessoas imaturas são, portanto, excessivamente emocionais, impressionáveis, como um barômetro sensível: instáveis e descontínuas”, destaca D. Rafael Liano Cifuentes, no livro A Maturidade da Ed. Quadrante.

Um vocacionado precisa trilhar um caminho de maturidade humana e espiritual para, então, ser capaz de manter-se firme, saudável e fiel no seu propósito de abraçar a missão que o Senhor lhe confiou.

 

  1. Busque acompanhamento pessoal

Seja na pessoa de um sacerdote e diretor espiritual, algum leigo que seja maduro na fé ou um religioso, é importante que o vocacionado seja acompanhado por alguém que o ajude a compreender os sinais de Deus na própria vida. Sem um olhar “de fora”, corre-se o risco de viver um discernimento fundamentado na imaginação.

 

  1. Descubra sua missão pessoal

Ainda segundo D. Rafael Cifuentes, a missão de uma pessoa é o sentido transcendente da vida. “O ideal para o qual tudo converge, […] uma missão divina, que ele encontrará – pouco a pouco ou num insight fulgurante – na sua oração pessoal, ao repassar o variado panorama da sua vida na presença de Deus”. Ou seja, na intimidade com Deus, buscar fazer uma leitura da própria história. Sabendo por onde se deve caminhar, somos capazes de fazer coisas que nem imaginávamos para responder, com generosidade, ao chamado de Deus.

 

  1. Resposta livre

 “Que mandais fazer de mim? / Dai-me riqueza ou pobreza / Exaltação ou labéu; dai-me alegria ou tristeza, / Dai-me o inferno ou dai-me o céu, / Doce vida, sol sem véu, / Pois, me rendi toda, enfim” (Santa Teresa de Jesus).

Esse belíssimo trecho do poema de Santa Teresa nos aponta que, qualquer que seja a vontade de Deus a nosso respeito, ela precisa ser acolhida com liberdade. Liberdade interior que faz o coração permanecer tranquilo e pacífico na guerra, na espera, na paz, na alegria ou na tristeza.

 

  1. Fuga e medo

O desejo de fugir da própria vida, dos problemas circunstanciais, de pessoas ou situações, jamais pode ser um critério para discernir a vocação. O medo também não. O resultado pode ser desastroso para você e para muitas pessoas, já que as decisões que abraçamos em nossa vida nunca dizem respeito apenas a nós mesmos.

 

  1. Contar com a graça

“Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo” (Mt 28, 20). O Senhor permanece fiel à sua promessa. Ainda que desistamos, caiamos, nos enganemos, a única coisa que não muda é o seu amor por nós. Não existe vocacionado que não dependa, obrigatoriamente, da graça de Deus. Essa dependência é a tônica de toda e qualquer experiência feliz e realizada de encontro com a vocação à qual o Senhor nos chamou.

 

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